Publicado no Estado de Minas em 10 de abril de 1995.
Provocação
A administração do Ministério da Previdência e Assistência Social que deveria priorizar o atendimento das necessidades e reclamos da população tem procurado de todas as formas ludibriá-la.
Em abril de 1994 o salário mínimo era R$ 64,00 e o benefício dos aposentados era atrelado ao mínimo.
Em maio, o governo aumentou o mínimo para R$ 70,00, porém desrespeitando a Constituição, não elevou o salário-contribuição.
Desta forma, deixou de arrecadar de todos os trabalhadores da ativa os 9,37% do aumento do salário mínimo. E por via de consequência os aposentados e pensionistas foram lesados.
Outra "malandragem" constitui em definir o teto máximo do benefício que corretamente deveria ser R$ 640,00 (10 mínimos), porém descontam 9% para o INSS e o teto passa para R$ 582,40.
Em abril passado, o presidente Itamar Franco isentou o aposentado que volta a trabalhar, de contribuir para o INSS, já que não há razão para tal (não aposentará novamente e nem terá a assistência médica melhorada); o atual governo na volúpia do dinheiro pretende acabar com este benefício. (...)
Até quando o governo provocará os aposentados e pensionistas?
domingo, 13 de junho de 2010
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