Publicado no Estado de Minas em 26 de fevereiro de 1998.
Nem navios para ver
Encontra-se no Congresso, proposta para a reforma da CLT- Consolidação das Leis do Trabalho, visando livrar de encargos sociais as empresas que contratem mão-de-obra por prazo certo.
As alegações para as modificações são a redução do desemprego.
O desemprego, aliado à falta de amparo social, criará piores condições ao trabalhador, que já está sendo espoliado com as modificações criadas pelo governo FHC, que tudo faz em defesa dos interesses de banqueiros e empresas multinacionais, delapidando o patrimônio nacional "privatizando" empresas e dando benefícios sem similares a indústria nacional.
Porque é possível dar incentivos e até participar do capital de montadoras e não foi possível amparar a Gurgel, que era só nacional?
As multinacionais têm compromisso com o lucro, não se instalam para atendimento social, e quando o lucro cessa vão para outros países onde as oportunidades são favoráveis.
Os trabalhadores é que se danem.
Temos exemplos recentes na grande BH, como a Krupp e a Terex, que fecharam e os trabalhadores ficaram a ver navios (nem isto porque não temos mar).
quarta-feira, 9 de junho de 2010
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