Carta enviada ao Estado de São Paulo em 09 de janeiro de 1999.
Indústria nacional - Sucateamento
Na Seção Economia de 08 de janeiro encontramos a reportagem "Indústria ferroviária acusa chineses de competição desleal", onde o SIMEFRE - Sindicato Interestadual da Industria de Materiais e Equipamentos Ferroviários denuncia a importação de vagões e locomotivas da China.
O Sindicato foi omisso não exigindo nem brigando para que o governo tivesse um programa, um plano ferroviário para o país.
Empresas do porte da Mafersa e Cobrasma, das maiores das Américas, Santa Matilde, Pidner e muitas outras faliram por não existir um programa ferroviário nacional e por ser o governo, praticamente o único comprador (Rede Ferroviária, CBTU, Fepasa e Metrôs...) que compravam e não pagavam ou pagavam com muito atraso.
A privatização da Mafersa foi efetuada pelo governo Collor, fora de hora, e o comprador foi a Refer (fundo de pensão) que lesou a empresa e levou-a a leilão em agosto de 1995, sendo adquirida pelos "funcionários".
Este leilão não fica nada a dever ao leilão das teles, pois houve tanta maracutaia que as multinacionais não participaram do leilão e depois adquiriram as unidades que tinham interesses.
E o sindicato nada fez.
A política de terra arrasada leva a atual situação, pois as "empresas nacionais" fabricantes de vagões não tem estrutura para competir no mercado internacional e no entanto a Mafersa fazia vagões para o Japão e metrô para os Estados Unidos, mesmo com o custo Brasil provocado pelo governo federal.
sábado, 26 de junho de 2010
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