Publicado no Diário de Minas em 21 de setembro de 1986.
Os táxis e a situação real
Com referência a noticia publicada neste jornal com o título "Metrobel perdeu esperanças de dar jeito em taxistas", temos a acrescentar.
Após a implantação da Metrobel com o cadastramento dos taxistas e a respectiva regulamentação, passamos a ter a melhor e mais organizada frota de táxis do país.
Todos os veículos de cor amarela, identificação de placas nas portas, serviço de fone-táxi, fiscalização do estado de conservação dos veículos, etc.
Regulamentação do exercício da profissão de motorista de táxi, com a proibição de exercício por detetives, guardas de trânsito e policiais.
Posteriormente, todas as exigências foram sendo colocadas de lado, não sendo obrigatório a identificação da placa nas portas dos veículos.
Com a isenção de impostos - IPI, ICM para aquisição de veículos zero quilometro por taxistas, a obrigatoriedade da cor amarela desvalorizava a aquisição para uso por particulares, portanto era necessário revogar esta portaria, o que foi conseguido graças à demagogia do Sr. Governador que liberou a cor branca para táxi.
Graças a esta liberação diversos carros são adquiridos e não desempenham sua função como táxi.
A cor branca possibilita a confusão de táxi comum com táxis especiais, bem como impossibilitam a identificação do veículo à distância.
É grande o número de carros brancos particulares que agora estão desvalorizados na hora da revenda.
O problema não é a renovação da frota de táxi, nem a decretação do Plano Cruzado que congelou as tarifas abaixo do valor real, como alegado na reportagem. Mas principalmente, pela falta de seriedade na condução da coisa pública, deixando de lado o interesse da coletividade.
Os motoristas de táxi profissionais não estão de acordo com as modificações que foram executadas demagogicamente.
Quantos carros novos entraram na frota de táxis no último ano?
Quantos estão rodando como táxis?
Quantos são os motoristas de táxis que continuam, na profissão?
A Metrobel tem condições de informar, pois uma das funções dela é a fiscalização.
O que falta é vergonha para punir os responsáveis por este problema. A partir dos senhores vereadores que não fazem nada para cobrar da Metrobel a solução do problema.
Também como cobrar, se o candidato a governador, quando prefeito de Contagem liberou a circulação de onibus sem as cores padrão da Metrobel, com a condição que tivessem a propaganda - Nova Contagem Governo fulano de tal.
O que fez a Metrobel?
Reclamou, puniu, advertiu?
É lógico que não, pois o ex-presidente era ex-assessor do referido; título que se denominou por nada ter feito de real no interesse da coletividade.
terça-feira, 1 de junho de 2010
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