sábado, 5 de junho de 2010

DEBATE SOBRE A PREVIDÊNCIA

Publicado no Estado de Minas em 06 de abril de 1994.

Debate sobre Previdência

Em Cartas à Redação de 28.03.94 a Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Previdência Social defendeu-se com sofismas e tergiversando: " A Previência não condena o aposentado a passar fome".

A grande maioria dos aposentados não morre de fome porque sobrevive no subemprego, portando tabuletas nas ruas do "compra-se ouro", "alugam-se ternos", ou desempenhando tarefas como bicheiro, despachante e outras usando o direito concedido pela Constituição aos maiores de 65 anos não pagar condução.

"O desconforto maior - diz a defesa - é que a ampla maioria contribui pelo mínimo e gostaria de se aposentar pelo máximo".

O maior benefício pago pelaPrevidência não chega a 10 salários mínimos, sendo que diversas pessoas contribuiram durante anos sobre o teto de 20 salários que era o teto máximo.

Quem contribuiu com mais de 10 salários não é considerado pela Previdência.

"... o sistema exige uma reforma estrutural... mantendo-se o princípio de uma Previdência pública, social e universal, até uma determinada faixa de salários e complementar, à partir desse limite".

Tudo não passa de marketing e lobby de grupos interessados em acabar com a Previdência ( inclusive com funcionários dentro dela), minimizando os serviços e benefícios de modo que paulatinamente as empresas e grupos aloquem a si estes serviços.

Enquanto não houver pleno emprego, enquanto a economia informal continuar crescendo, a Previdência estará fadada ao fracasso.

"A Previdência não está falida". Está mal gerida.

Se numa faixa salarial existem 5 trabalhadores contribuindo com 8% e 12% da empresa, proporcionam o salário de um aposentado naquela faixa. Isto em tese, pois o benefício é menor, além de muitos que contribuiram pelo teto não têm a remuneração a que fazem jus.

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