Publicado no Estado de Minas em 15 de junho de 2001
Vistas grossas à irregularidade
O governo é conivente com as empresas que não recolhem o FGTS, pois não fiscaliza o depósito mensal da contribuição à Caixa Econômica Federal (CEF).
Essa fiscalização foi delegada ao próprio trabalhador, que não está preparado e nem dispõe de tempo para tal tarefa.
Alguma empresas, além de não recolherem o FGTS, usam do expediente de demitir funcionários para que eles recebam o seguro-desemprego, aceitando-os de volta como autônomos ou contratados por cooperativas.
Perde, então o governo, por não ter arrecadação do FGTS, por pagar o seguro-desemprego e por não ter as mesmas contribuições ao INSS, pois o trabalhador sem carteira irá contribuir apenas sobre um salário mínimo.
Depois dirá o presidente que não sabia desta anormalidade, como fez com o problema energético...
Realmente estes problemas não são da alçada da presidência, que está mais empenhada em prestar contas ao FMI e receber os títulos de honoris causa pelos grandes serviços prestados aos países em que é condecorado.
O Brasil não passa de um reles país de terceiro mundo povoado por neobobos e vagabundos que se aposentam com 30/35 anos de trabalho.
Acorda, Brasil, enquanto é tempo.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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