sexta-feira, 27 de junho de 2014

ENSINO TÉCNICO

Enviado ao Estado de Minas em 28 de junho de 2014.

Proibição do menor aprendiz

 Antigamente cada fábrica de estrutura e equipamentos tinha junto a fábrica uma escola para menores, normalmente filhos dos funcionários que tinham aulas técnicas de caldeiraria, desenho técnico, usinagem, traçagem, solda e outras especialidades conforme as necessidades da empresa. Com o advento das escolas S - Sesc, Senac, Senai ... e da proibição do trabalho de menor aprendiz as fábricas foram obrigadas a fechar as escolas. A grande diferença é o problema da afinidade, dos laços familiares, da convivência familiar e do relacionamento entre conhecidos de trabalho dos pais com os filhos que criavam uma atmosfera muito benefica não só ao aprendizado, como aos familiares. Com o advento das escolas técnicas, não mais existe a familiaridade e relacionamento entre as fábricas, os funcionários e familiares, bem como não são dirigidas para as necessidades da empresa. As escolas S podem preparar melhor os alunos, poderem não existe um relacionamento com as empresas, não existe laços familiares, e os alunos são preparados mais para os cursos superiores, deixando uma lacuna muito grande, com falta de mão de obra nas fábricas. Hoje é voz corrente nas fábricas, que para colocar as máquinas em operação são obrigados a contratar aposentados, pois os jovens não querem mais trabalhar em máquinas, mas na área de informática e computação. Quando os aposentados pararem de trabalhar não mais haverá mão de obra com conhecimento e experiência para trabalhar. Para completar o quadro de desmonte da industria nacional temos a liberação indiscriminada de importações, que começou com os Tigres Asiáticos e agora com os chineses. Nossas fábricas estão paralizando as atividades e as poucas que continuam estão ficando com equipamentos obsoletos, perdem seus quadros técnicos, perdem capacidade financeira e disposição para novos empreendimentos, uma vez que o governo não tem planos, metas e objetivos, que poderiam apresentar uma luz no fim do tunel para as industrias. Aliada a tudo isto temos a falta de estradas, portos, ferrovias e a dificuldade burocrática em exportar e importar, além dos altos valores de impostos e taxas. Acorda Brasil.

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