sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Os rigores da lei
01 de fevereiro de 2019
Hoje tivemos acesso aos videos da Vale que filmaram os momentos que antecederam ao rompimento da barragem em Brumadinho.
Ela já havia levantado os problemas da barragem, as áreas de influência do rompimento, as consequências se nenhum procedimento adequado foi tomado, portanto sabia dos riscos e das consequências.
Mas como sabem que as fiscalizações são inconsequentes, pro forma, e subornáveis, ainda mais quando o governo atrasa pagamento dos funcionários, as ações são postergadas.
O risco, o desastre não esperam e nem marcam hora para acontecer. Não houve tremor de terra, não houve chuvas torrenciais, não houve sabotagem, apenas houve desprezo para os sinais que a barragem dava.
Sensores estavam a dar informações e alertar os responsáveis.
A falta de "visão" por parte dos administradores, técnicos e engenheiros especialistas e com mestrado e doutorado na matéria, valem menos do que os interesses financeiros.
Pode-se dizer que em todas as barragens brasileiras há problemas e riscos. Os municípios em que se localizam os empreendimentos PERMITEM que se faça loteamentos no entorno das barragens.
Como exemplo da falta de visão dos administradores podemos lembrar das unidades como de Congonhas e São Gonçalo do Rio Abaixo que tem povoamentos abaixo e na área de atuação da barragem, quer sejam novas ou antigas.
O que mais vale para as administrações municipais é o "faturamento", o adensamento populacional, via parcelamento do solo, IPTU, impostos das lojas, restaurantes, hotéis e pousadas.
Em Belo Horizonte quando da construção da SLU - Sistema de Limpeza Urbana - quando se construiu uma usina para tratamento do lixo, ás margens da BR-040 quase na divisa Belo Horizonte/Contagem a região era desabitada, porém alguns anos depois permitiu-se a construção de prédios de apartamentos e quando os compradores iam visitar o apartamento e sentiam os odores do lixo, os corretores logo afirmavam que a usina ia sair dali.
Passaram-se muitos anos até que a comunidade que se instalou naqueles prédios conseguiu acabar com a unidade de reciclarem do lixo.
Em Contagem no bairro Kennedy, a prefeitura e o Serviço da Saúde da Prefeitura permitiram a instalação de uma empresa que incinera lixo hospitalar em pleno centro urbano proporcionando aos moradores de todo o entorno fumaça tóxica, e o mais interessante é que existe a lei nº 9.605/1998 em que é PROIBIDO por fogo em lixo/folhas/mato...
Somente o faturamento importa.
Acorda Brasil.
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