domingo, 20 de julho de 2014
Projeto de iniciativa popular
18 de junho de 2014
Reforma Eleitoral
Em 18 de julho lemos no jornal Estado de Minas a reportagem "Hora Extra para Enfrentar Recorde de Impugnações" na qual o jornal apresenta o levantamento dos pedidos de registro de candidaturas e das impugnações em todo o Brasil.
Constata-se que em Minas Gerais foram impugnadas 64,91% dos pedidos de registro, sendo o 1° lugar no país, seguido do Rio Grande do Norte com 21,55%, Piaui com 20,25% e Mato Grosso com 15,69%, todos os demais estados abaixo de 10% e o Rio Grande do Sul o com menor percentual com 0,66% dos pedidos de registro.
Quais as conclusões que podermos ter deste fato:
> os candidatos mineiros são os mais "omissos" em apresentarem os documentos;
> os juízes do Tribunal Regional Eleitoral - TRE-MG são mais enérgicos ao analisarem as leis e cumpri-las;
> os juízes dos outros estados são mais "complacentes" em analisar os pedidos;
> os candidatos dos outros estados são mais observadores das leis;
> os candidatos do Rio Grande do Sul são os melhores do país.
Os principais motivos para as impugnações foram:
> Lei da Ficha Limpa (aprovado por projeto de iniciativa popular);
> Não apresentação de documentos obrigatórios e de certidões à Justiça Eleitoral;
> Filiação partidária dupla ou falta de filiação;
> Políticos que não estão em dia com as obrigações eleitorais;
> Falta de prestação de contas de campanhas anteriores;
> Condenados pelos tribunais de contas.
Quanto ao item falta de prestação de contas em campanhas anteriores temos que observar a exigência para pessoas que foram impedidas de serem candidatos de apresentarem este documento sendo que em muitos casos não foi fornecido CNPJ para abertura de conta bancária e aquisição de material de propaganda. Portanto NÃO houveram despeses e se houvessem eram ilegais. A exigência é burocrática e foge do espírito da lei.
Portanto estão de parabéns os juízes do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.
Donde se conclui, é necessário uma reforma eleitoral urgente e atualmente o projeto da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas apresentada pela CNBB, OAB, MCCE, CUT e muitas outras organizações ao Congresso é a melhor proposta.
Para viabilizar o projeto é necessário respaldo popular, que tem que atingir 1 milhão e meio de assinaturas para que o Congresso se "interesse" em analisar o projeto, pois por iniciativa própria os parlamentares nunca aprovarão este projeto que corta regalias nas campanhas deles.
Temos que eleger pessoas que tenham compromissos com este projeto de modo a viabilizar ao menos sua análise no Congresso.
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