Enviado ao Estado de Minas em 23 de janeiro de 2011
Dorothea Werneck
Nesta data lemos a entrevista com a Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais que desconhece, ou se faz de boba a respeito da perda do polo de acrílico em Minas Gerais, junto a refinaria de Betim.
Em Minas Gerais não existe polo petroquímico por falta de interesse tanto do governo mineiro quanto dos empresários.
O governo gaucho quando da criação e implantação da refinaria Alberto Pasqualine em Canoas, irmã da refinaria Gabriel Passos em Betim, na década de 60, criou incentivos e teve nos empresários gauchos a audácia e a visão para a implantação do polo petroquímico.
No projeto original as duas refinarias tinham a mesma capacidade de produção e todos os equipamentos foram adquiridos iguais, sendo um para uma unidade e o outro para a outra; sendo originalmente a única diferença as construções civis.
Em Canoas houve crescimento do polo, com diversificação de produção, criação de milhares de empregos, criação de escolas de qualificação e especialização de mão de obra para atender a demanda do mercado.
Hoje as refinarias "irmãs" são completamente diferentes quanto ao volume e variedade de produtos.
A tendencia da refinaria de Betim é parar com o refino, tornando-se um grande parque de armazenamento de produtos elaborados que serão transportados pelo oleoduto, tal qual no início da construção da refinaria.
Se o governo mineiro não se mobilizar vamos perder também a refinaria, tal qual o polo petroquímico de acrílico que será implantado na Bahia.
Acorda governo mineiro.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
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