quinta-feira, 1 de julho de 2010

LEITOR VÊ NO REAL SÓ GOLPE ELEITORAL

Publicado na Revista Nacional em 27 de agosto de 1994

Leitor vê no Real só golpe eleitoral

En todo o Mundo, os governos e as empresas têm como metas aumentar as exportações, vender mais internamente, por melhores preços, melhorando o rendimento e ampliando mercados.

No Brasil, porém, é o inverso, pois com o governo da revolução(?) de 64, quando um ministro da Fazenda implantou a política de juros altos, incrementando a poupança, incentivando as empresas a tomarem empréstimos no exterior, houve desaquecimento da produção e do consumo, tanto do essencial quanto do supérfluo.
Deu fim à produção.

Nenhum industrial, fazendeiro ou produtor vai investir em atividades de risco como a produção que depende de fatores climáticos, sujeito a pragas e doenças, se o governo oferece alternativas mais garantidas como as aplicações financeiras.

Não tem sentido, nem fundamento, nem lógica, o dinheiro "dormir" no banco e no outro dia ter "crescido".

O ministro Ricupero, que quer recuperar a economia, também é da teoria de elevação dos juros para reprimir a demanda, julgando que o povo está com a doença do consumismo.

Não existe consumismo num país em que o trabalhador não tem poder aquisitivo para comprar além da cesta básica.

O que existe é demanda reprimida pelo "engodo" de poupar para ganhar juros.

Agora o governo cria o real com valor superior ao dólar para enganar o povo e ganhar as eleições.

Qual a razão, o lastro para que o real tenha maior poder do que o dólar?

A divida brasileira, o déficit interno, o saldo da balança comercial, a seriedade deste governo são garantias para o real?

Ou tudo só não passa de mais um golpe eleitoral?...

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