Publicado no Estado de Minas em 06 de março de 1993.
Confusão de metrô
Reportando ao artigo publicado no dia 21.02 sobre as locomotivas que estão encostadas nos pátios da Rede Ferroviária Federal por falta de verbas para manutenção e reparos, venho por meio desta levantar a questão pertinente ao assunto.
Por falta de normas brasileiras, por falta de critério, por falta de padronização, temos no Brasil diversos metrôs dos mais variados tipos e formas, chegando ao absurdo de, em São Paulo, o Metrô Leste-Oeste ser diferente do Norte-Sul e a empresa que os exporta é uma só.
Não é necessário levantar as vantagens da padronização dos carros do metrô.
O que falta ao País são recursos financeiros que poderiam ser melhor aproveitados com a utilização criteriosa dos equipamentos de produção(matrizes, máquinas e ferramental), com melhor desempenho dos profissionais envolvidos e na fabricação de lotes econômicos.
Não sou contra a modernização, mas é um absurdo constatarmos a existência de diversos tipos de metrô no País: São Paulo (dois), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e agora outro modelo em Brasília.
E a empresa que os explora, salvo melhor conhecimento, é uma só.
O governo fala em diminuir custos, em aumentar a produtividade, em melhorar a qualidade, e as empresas ligadas ao mesmo e que exploram o metrô não têm o mínimo de coerência, disciplina e acato às determinações governamentais.
Quanto mais barato custar a implantação do metrô, mais benefícios terá a população, com um transporte mais rápido, eficiente, barato e com mais recursos para implantar novas linhas e ramais.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
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